
Revista do Livro: Neuza Maria Cechetti
março 5, 2026
Revista do Livro: Patrícia Liagi Antolino
março 12, 2026
Olá Marcelo. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?
O meu livro é uma coletânea de anotações diárias de conteúdo poético-filosófico. Trata do Ser que se sente, na consciência individual, o Ponto e o Todo, contendo, na vida, as distâncias insuperáveis íntimas infindas, que brotam em letras e que, vertidas em palavras, tornam-se elos de poéticas correntes que reúnem o todo do tudo, no passageiro e fugar do momento, enquanto eterno em si mesmo, pois o sub specie aeternitatis se dá nesta nossa Natura non facit saltus.
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Nos últimos anos tenho publicado dois livros anualmente, pois escrevo quase todas as noites. Creio que o meu livro se dedica a quem aprecie poesia e também filosofia, religião e arte, pois o conteúdo diz de essência ontológica do Ser e a forma pretende ser artística, realizando a conjugação de sonoridade e da lógica, consoante ritmos musicais e segundo o princípio (subjacente e oculto) de que o Cosmos produz a Música das Esferas e que tudo é movimento e matéria nada mais é que luz que se condensa.
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Já publiquei 28 livros. Estou com o vigésimo nono já quase pronto. Já tive a oportunidade de vencer concursos e de diversas boas classificações em muitos concursos literários. Então, apenas sigo escrevendo, obedecendo a meus pendores, porém sem intenções de sucesso predeterminadas. O que é, é, o que tiver de ser será. Só devemos seguir os fluxos do que se põe com boa vontade e boas intenções, tipo “preocupa-te primeiro com as coisas do céu que o resto te será dado de acréscimo”.
O que te inspira escrever?
Sou inspirado por uma necessidade de criar, de tecer teias de sentidos que mostrem o Efeito Borboleta presente na trama tramada pelo Tudo em Tudo pré-socrático e das sabedorias multimilenares dos esoterismos (e.g. no Caibalion). Porém, devo dizer que, conforme já visto e dito a mim em algumas ocasiões, escrevo a quatro mãos, conjuntamente com um Espírito amigo. (Médium de inspiração).
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Digo que a beleza é diretamente relacionada à síntese. Meus escritos são de conteúdos formais aforísticos, sintéticos, e buscam a profundidade da ontologia aliada à estética artística. Eu os diria nietzschianos. Sim, meus livros merecem ser lidos, pois suscitam, como sementes, que se germine, que se brote, que se erga, frutifique e resplandeça, todo o pendor que já possuímos para o belo, o bom, o correto, corolários da poesia que nada mais é que piscar de olhares apaixonados da vida, pousados em nossos íntimos como borboletas, que aqui em nós estancam por momentos.
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
A Editora Scortecci é muito conhecida e bem divulgada por conta das redes sociais e concursos literários que promove. Após participar de uma antologia literária poética e ser classificado e muito bem publicado, solicitei um orçamento para a publicação desse presente livro e verifiquei que, na Scortecci, qualidade editorial e preços viáveis competitivos se aliam de modo bastante convidativo. Só tenho elogios.
Obrigado pela sua participação.
Fonte: Revista do Livro

