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Revista do Livro: Neuza Maria Cechetti
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Olá Andrea. É um prazer contar com sua participação na Revista do Livro da Scortecci.
Do que trata o seu Livro?
A Busca da Verdade em Tempos de Fake News é uma reflexão sobre o impacto da desinformação na sociedade contemporânea. A obra analisa como narrativas manipuladas moldam percepções, influenciam decisões e afetam não apenas a política, mas também as relações humanas e a construção do pensamento crítico.
Mais do que apontar um problema, o livro convida o leitor a assumir uma postura ativa diante da informação, resgatando valores como responsabilidade, ética e discernimento.
Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Foi no auge da pandemia que compreendi que o silêncio também pode ser uma forma de omissão. Enquanto enfrentávamos uma crise sanitária global, outra crise avançava com igual intensidade: a da desinformação.
Acompanhar a velocidade com que notícias falsas se espalhavam, muitas vezes influenciando decisões que afetavam vidas — despertou em mim a urgência de transformar inquietação em reflexão estruturada. Percebi que não bastava indignar-se; era preciso aprofundar o debate e ampliar a conscientização.
O livro se destina a todos que desejam compreender melhor o tempo em que vivem: estudantes, profissionais da comunicação, educadores, lideranças e leitores interessados em desenvolver um olhar mais crítico, ético e responsável sobre a informação que consomem e compartilham.
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. O primeiro de muitos ou um sonho realizado?
Sou movida pela palavra, falada e escrita. Sempre compreendi a comunicação como uma forma de construir pontes entre pessoas, culturas e ideias.
Este livro é, sim, a realização de um sonho, mas também o início de um caminho mais consciente na literatura. Descobri na escrita uma forma profunda de contribuição social e de organização das inquietações que atravessam o nosso tempo.
Tenho outros títulos no forno. Um deles nasce de uma experiência que me acompanha há 17 anos: a imigração. Vivo em Portugal, país que escolhi e do qual hoje também sou cidadã. Essa dupla condição — de quem chegou e de quem pertence, amplia meu olhar sobre identidade, adaptação e pertencimento. A obra, prevista para maio, será um mergulho sensível e reflexivo sobre os desafios e as reinvenções de quem decide recomeçar em outra terra.
Pretendo seguir escrevendo sobre temas contemporâneos que nos provoquem a pensar e, sobretudo, a sentir — porque acredito que a transformação começa quando reflexão e humanidade caminham juntas.
O que te inspira escrever?
Escrevo movida pela consciência do tempo em que vivemos e pelo senso de responsabilidade que a palavra carrega. Impulsiona-me o desejo de compreender a complexidade da nossa era e de oferecer caminhos para que outras pessoas também possam refletir com maior profundidade.
Acredito que a escrita é um ato de cuidado coletivo — uma forma de organizar pensamentos e, ao mesmo tempo, ampliar consciências.
O seu livro merece ser lido? O que ele tem de especial capaz de encantar leitores?
Acredito que o livro merece ser lido porque trata de um tema urgente. Vivemos em uma era em que a informação circula com velocidade inédita, mas nem sempre com qualidade ou compromisso com a verdade.
O diferencial da obra está na abordagem acessível, sem perder profundidade. Ela não é alarmista, mas propositiva. Convida o leitor à reflexão, não à polarização. E, sobretudo, reforça que a busca pela verdade é um exercício diário e coletivo.
Como ficou sabendo e chegou até a Scortecci?
Minha relação com a Scortecci não começou agora. Conheço a editora desde 2007, quando fui coautora da antologia Eldorado – Uma Antologia sobre a Amizade, experiência que marcou o início da minha trajetória no universo editorial.
Em 2010, retornei à Scortecci como coordenadora de uma importante obra do autor Dane Avanzi, voltada ao setor de telecomunicações. Essas vivências consolidaram minha confiança no profissionalismo, no cuidado com o conteúdo e no respeito ao autor que sempre encontrei na editora.
Por isso, ao buscar uma casa editorial para este livro, a conexão foi natural. Havia história, confiança e alinhamento com a proposta reflexiva da obra.
Obrigada pela sua participação.
Fonte: Revista do Livro

